quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

TOCANDO EM CONJUNTO

Quero falar de um problema aparentemente simples, mas comum na maioria dos grupos musicais, principalmente evangélicos. Geralmente quando vejo um grupo tocando ao vivo percebo que temos problemas sérios.
Os instrumentos estão mal timbrados, cada um toca por si mesmo sem pensar no conjunto, não sabemos acertar os monitores, não pensamos em dinâmica, e por isso o trabalho todo acaba sendo prejudicado.
Não há inspiração que resista a tanto desleixo
Infelizmente nós, músicos cristãos, acabamos usando de frases prontas para justificar nosso despreparo, como por exemplo: “É para a glória de Deus...”Mas no salmo 33:3 diz: “Cantai-lhe um cântico novo, tocai bem e com Júbilo” . Façamos o excelente ao Senhor porque Ele merece o excelente!!! Deixemos de lado a preguiça e façamos o melhor para Deus!
“Maldito aquele que fizer a obra do Senhor negligentemente” (Jr. 48:10)
Bom, acho que Deus se agrada das coisas bem feitas... Ele é um Deus de ordem!
O primeiro cuidado que temos que ter é nos ensaios. Não dá prá aceitar que se suba num púlpito sem preparo, sem saber o que vai ser tocado. O ensaio é o momento do músico conferir ou aprender a harmonia da música, as rítmicas, verificar timbres, etc...
Vejo muito guitarrista tocando acordes diferentes do tecladista. Isso não pode acontecer! O ideal é que se escreva uma partitura simples, só com as cifras pra todos seguirem a mesma leitura.
Timbres
Nunca use, por exemplo, um som de piano para o tecladista junto com um violão de nylon e mais uma guitarra arpejando os acordes. Ninguém vai entender nada... vai ser uma ‘briga’ de arpejos. O resultado final é zero.
Procure usar um som de “cordas” ou um “pad” no teclado, o violão arpejando e a guitarra fazendo stacattos. Já dá uma outra cara....São soluções simples mas que tornam o resultado final bem mais agradável.
Baixo e Bumbo
O baixo e o bumbo da bateria também são os responsáveis pelo som sair “embolado” no PA (nas caixas de frente). Em primeiro lugar, mais uma vez estão os timbres.
Como ambos produzem freqüências parecidas, eles precisam ser timbrados com a maior clareza possível. O som de ambos precisa ser limpo, definido e seco.
Esqueça as “pedaleiras” de baixo e invista em um bom instrumento e em um bom amplificador. Tire os excessos de graves também do bumbo. Depois do som acertado é preciso aprender que, em princípio, o baixo e o bumbo precisam trabalhar “colados”.
Para isso ambos precisam praticar (em casa e não no ensaio) com metrônomo e estudar um pouco de rítmica. A partir daí, as coisas começaram a funcionar melhor.

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